CATÓLICOS AFIRMAM: ´´A MORTE DE DEUS ``

Os católicos se superam a cada dia nas asneiras que dizem. Chamo de asneira , porque chamar de heresia é enaltecer os católicos e humilhar os hereges . Na figura acima ,pela ignorância e a falta de bom senso o papista afirma que Deus morreu. Esse pensamento é o mesmo do ateísmo e ao mesmo tempo a ação do anti Cristo operando na mente fraca desses pobres coitados. acompanhe comigo agora que o pensamento ateísta compartilha da mesma ideia que os papistas .
´´Primeiro, Deus morreu quando se encarnou em Cristo. “O fato de Deus ser Jesus significa que 0 próprio Deus se tornou carne; Deus não precisa mais existir como Espírito transcendente ou Senhor soberano”. Quando 0 Espírito se torna Verbo, ele se esvazia. Isto é, “se 0 Espírito realmente se esvazia ao entrar no mundo, então seu próprio Ser essencial e original deve ser deixado para trás numa for- ma vazia e sem vida”, (O evangelho do ateísmo cristão p. 67-8)
veja que o ateísmo também não consegue fazer a distinção de ambas as naturezas e conclui como os católicos que Deus morreu na pessoa de Cristo . Porém objetivamos o seguinte :
Essa teologia é baseada numa interpretação errônea da Encarnação. As Escrituras afirmam que, quando Cristo veio à terra, 0 que aconteceu não foi a subtração da divindade, mas a adição da humanidade. Deus não deixou 0 céu; apenas a segunda pessoa da Trindade acrescentou a si outra natureza, humana, sem descartar sua natureza divina .Filosoficamente é impossível que 0 Ser Necessário (Deus) morra. O Ser Necessário não pode passar a existir ou deixar de existir. Ele sempre existirá.
Assim, enquanto Altizer parece negar todas as formas de transcendência, na verdade ele nega apenas formas tradicionais que transcendem para trás ou para cima e as substitui por uma transcendência futura. Isso já foi chamado de transcendência escatológica (v. Geisler, p. 49-52).
A importância e a dificuldade da questão
Tendo concluído que Jesus era plenamente divino e plenamente humano, ainda enfrentamos um grande problema: a relação entre essas duas naturezas em uma única pessoa, Jesus. Esse é um dos mais difíceis de todos os problemas teológicos, comparável ao da Trindade e ao paradoxo do livre arbítrio humano e a soberania divina. É também uma questão de extrema importância. Já explicamos que a cristologia em geral é importante porque a encarnação implicou a transposição do abismo metafísico, moral e espiritual entre Deus e os homens. A transposição desse abismo dependia da unidade entre deidade e humanidade dentro de Jesus Cristo. Pois se Jesus era Deus e ser humano, mas as duas naturezas não eram unidas, então,mesmo que diminuído, o abismo permanece. A separação entre Deus e os seres humanos ainda é uma dificuldade que não foi superada. Para que a redenção concretizada na cruz valha para a humanidade, deve ser a obra do Jesus humano. Mas para que tenha o valor infinito riecessário para expiar os pecados de de todos os seres humanos em relação a um Deus infinito e perfeitamente santo, é preciso que também seja a obra do Cristo divido. Se a morte do Salvador não é obra de um Deus-homem unificado, será deficiente em um ponto ou outro.
Revisamos várias tentativas de resolver o difícil problema cristológico das duas naturezas em uma pessoa. O enunciado clássico dessa doutrina, o padrão para toda a cristandade, foi formulado no Concílio de Calcedônia em 451. Esse enunciado fala de:
Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, indivisíveis e inseparáveis; a distinção de naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada pessoa e natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só Pessoa (prosópon) e Subsistência (In/postasis); não dividido ou separado em duas pessoas, mas um só e mesmo Filho, Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor; conforme os profetas outrora a seu respeito [testemunharam], e o mesmo Jesus Cristo nos ensinou e o credo dos pais nos transmitiu."
(’ Philip Schaff, The creeds of Christendom (New York, Harper and Brothers, 1919), vol. 2, p. 62.)
Tanto a unidade da pessoa quanto a integridade e a inseparabilidade das duas naturezas são reforçadas nesse enunciado. Mas isso apenas serve para aumentar a tensão, pois qual a relação exata entre as duas naturezas? Como ambas podem ser mantidas sem que Jesus seja dividido em duas pessoas, cada uma com um conjunto distinto e particular de atributos? E como podemos sustentar que Jesus é uma pessoa, com um centro de consciência, sem fundir as duas naturezas de modo a formar uma mistura ou um híbrido? A conclusão de Calcedônia, infelizmente, é negativa em sua essência —"inconfundíveis e imutáveis, indivisíveis e inseparáveis". Ela nos diz o que "duas naturezas em uma pessoa" não significa. Em certo sentido, Calcedônia não é a resposta; é a pergunta. Precisamos perguntar depois: Quais são os princípios essenciais da doutrina da encarnação e como compreendê-los? Alguns pontos cruciais nos ajudarão a compreender esse grande mistério.
1. A encarnação foi mais uma aquisição de atributos humanos que uma desistência de atributos divinos. Filipenses 2.6,7 é muitas vezes entendido como se Jesus tivesse se esvaziado de alguns de seus atributos divinos, até mesmo, talvez, da própria deidade. De acordo com essa interpretação, ele se tornou humano tornando-se algo menor que Deus. Em nossa interpretação de Filipenses 2.6,7, entretanto, aquilo de que Jesus se esvaziou não foi a niorphé divina, a natureza de Deus. Essa passagem não diz, em parte alguma, que ele deixou de possuir a natureza divina. Isso se toma mais claro quando consideramos Colossenses 2.9: "porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade". Que significa, portanto, dizer que Jesus "a si mesmo se esvaziou"? Alguns afirmam que Jesus se esvaziou derramando sua divindade em sua humanidade, como alguém derrama o conteúdo de um copo em outro. Isso, contudo, não identifica o vaso de onde Jesus retirou sua natureza divina quando o esvaziou para derramá-la em sua humanidade. Uma interpretação melhor de Filipenses 2.6,7 é entender a frase participial "assumindo a forma de servo" como uma explanação circunstancial do kenosis. Apresentaríamos a primeira parte do versículo 7: "a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo". A frase participial é uma explicação de como Jesus se esvaziou, ou o que ele fez que se constituiu um kenosis. Embora o texto não especifique de que ele se esvaziou, é digno de nota que "a forma de servo" contrasta marcadamente com "igual a Deus" (v. 6). Concluímos que é da igualdade com Deus, não da forma de Deus, que Jesus se esvaziou. Apesar de não deixar de ser como o Pai no que diz respeito à natureza, ele se tornou funcionalmente subordinado ao Pai durante o período de encarnação.
2. A união das duas naturezas significa que elas não atuaram independentemente. Jesus não exerceu sua deidade em certas ocasiões e sua humanidade em outras. Seus atos sempre eram da divindade e da humanidade. Essa é a chave para compreender as limitações funcionais que a humanidade impôs sobre a divindade. Por exemplo, ele ainda tinha poder para estar em toda parte (onipresença). No entanto, como um ser encarnado, estava limitado no exercício daquele poder pelo fato de possuir um corpo humano. Isso não deve ser visto como uma redução do poder e das capacidades da Segunda Pessoa da Trindade, mas, antes, uma limitação circunstancial no exercício de seu poder e de suas capacidades. Visualize a seguinte analogia. O velocista mais rápido da terra entra numa corrida de três pés em que ele precisa correr com uma de suas pernas atada à perna de um companheiro. Embora sua capacidade física não seja diminuída, as condições sob as quais ele a exerce são severamente limitadas. Mesmo que seu companheiro fosse o segundo melhor velocista do mundo, o tempo deles será muito mais alto do que seria, caso competissem em separado. Isso se parece com a situação do Cristo encarnado. Assim como o velocista poderia desfazer a amarra, mas resolve limitar-se durante o evento, a encarnação de Cristo também foi uma limitação voluntária, escolhida por ele mesmo. Ele não precisava assumir a humanidade, mas resolveu fazê-lo pelo período da encarnação.
3. Ao pensar na encarnação, precisamos começar não com as concepções tradicionais de humanidade e de deidade, mas com o reconhecimento de que ambos são conhecidos da forma mais completa possível em Cristo. As vezes, nós abordamos a encarnação com a pressuposição de que ela é virtualmente impossível. Sabemos o que é a humanidade e o que é a deidade, e elas são, é claro, por definição, incompatíveis. Elas são, respectivamente, o finito e o infinito. Mas isso é começar pelo lugar errado. Nossa compreensão da natureza humana foi formada por uma investigação indutiva tanto de nós mesmos como de outros seres humanos conforme vemos os que nos rodeiam. Mas nenhum de nós é a humanidade tal como Deus pretendia que fosse ou como surgiu de sua mão. A humanidade foi danificada e corrompida pelo pecado de Adão e Eva. Quando dizemos que na encarnação Jesus assumiu a humanidade, não estamos falando desse tipo de humanidade. Pois a humanidade de Jesus não era a humanidade de seres humanos pecadores, mas a humanidade possuída por Adão e Eva desde a criação e antes da queda. A pergunta não é se Jesus era plenamente humano, mas se nós o somos. Ele não era apenas tão humano quanto nós; ele era mais humano que nós. Ele possuía, espiritualmente, o tipo de humanidade que possuiremos quando formos glorificados. Jesus revela de forma mais completa possível a verdadeira natureza da humanidade. Jesus Cristo é também nossa melhor fonte para conhecer a deidade. Achamos que sabemos como Deus realmente é. Mas é em Jesus que Deus se revela e é conhecido de forma mais completa possível. Como disse João: "Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou" (Jo 1.18). Portanto, nosso quadro daquilo que entendemos por deidade vem principalmente por meio da revelação de Deus em Jesus Cristo. Junto com a possibilidade de unir deidade e humanidade, precisamos ter em mente a figura distintiva da humanidade que nos é dada na Bíblia. Sendo a imagem de Deus, os homens já são as criaturas mais parecidas com ele. E bem possível que o propósito de Deus ao fazer os homens à sua própria imagem fosse o de facilitar a encarnação que ocorreria algum dia.
4. E importante pensar que a iniciativa da encarnação vem, digamos, do alto, e não de baixo. Em parte, nosso problema em compreender a encarnação deve-se ao fato de que na realidade estamos nos perguntando de que forma um ser humano poderia ser Deus, como se fosse uma questão de um ser humano tornar-se Deus ou acrescentar, de alguma maneira, a deidade à sua humanidade. Mas, para Deus, tornar-se homem (ou, mais corretamente, acrescentar a humanidade à sua deidade) não é impossível. Ele é ilimitado e, portanto, capaz de condescender com o inferior, uma vez que o inferior não pode ascender ao maior ou superior. O fato de um homem não ter ascendido à divindade nem de Deus ter elevado um homem à divindade, mas, antes, de Deus ter condescendido para assumir a humanidade, aumenta nossa capacidade de conceber a encarnação
5. É também útil pensar em Jesus como uma pessoa muito complexa. Das pessoas que conhecemos, algumas são relativamente simples. Outras pessoas, por sua vez, têm personalidade muito mais complexa. Talvez possuam uma gama mais ampla de experiência, uma formação cultural mais variada ou uma compleição emocional mais complexa. Agora, se imaginarmos a complexidade expandida ao infinito, teremos, digamos, um pequeno lampejo da "personalidade de Jesus", de suas duas naturezas em uma pessoa, pois a personalidade de Jesus incluía as qualidades e os atributos que constituem a deidade. Com certeza, temos aqui um problema, pois essas qualidades diferem das qualidades humanas não apenas em grau, mas em espécie. Esse ponto serve para nos lembrar de que a pessoa de Jesus não era um simples amálgama de qualidades humanas e divinas misturadas que formavam um tipo de tertium quid. Antes, ele possuía uma personalidade que, além das características da natureza divina, tinha também todas as qualidades ou atributos da natureza humana perfeita e sem pecado.
Notamos várias dimensões da verdade bíblica que nos ajudarão a compreender melhor a encarnação. Alguém disse que só há sete anedotas básicas e que todas as anedotas não passam de variações de uma delas. Pode-se fazer uma afirmação semelhante das heresias acerca da pessoa de Cristo. Elas são basicamente seis, e todas surgiram nos primeiros quatro séculos da cristandade. Como ilustra a Figura 3, elas negam a genuinidade (ebionismo) ou a completitude (arianismo) da deidade de Jesus, negam a genuinidade (docetismo) ou a completitude (apolinarismo) de sua humanidade, dividem sua pessoa (nestorianismo) ou confundem suas naturezas (eutiquianismo). Cada distanciamento da doutrina ortodoxa da pessoa de Cristo é simplesmente uma variação de uma dessas heresias. Embora possamos encontrar dificuldades para especificar com exatidão o conteúdo dessa doutrina, a plena fidelidade ao ensino das Escrituras rejeitará meticulosamente cada uma dessas distorções.

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