O QUE A BÍBLIA DIZ QUANTO A PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA?
Vivemos em um país que teoricamente se diz tolerante quanto a religião. No entanto na prática a coisa não vai tão bem assim. Basta entrar em debates em redes sociais e numa breve análise poderá ser notado uma série de Crimes que nunca cessam por causa da sensação de impunidade que a ´´privacidade `` virtual proporciona . A igreja primitiva têm sua história marcada por terríveis perseguições pelos impérios , pelas culturas, pelos interesses de alguns indivíduos ou mesmo o erro dos mesmos em muitos casos motivam o indivíduo a transferir sua culpa aos Cristãos para livrar se da pena dos crimes cometidos Ou seja a perseguição não era motivada tão somente por uma profissão de fé ,e em diversas vezes milhares perderam a vida por razões fúteis.
No entanto com o passar do tempo esses mesmos perseguidores tomaram para si o nome de igreja , maculando a perversidade e o ódio pelo Cristianismo com a capa da religião , e aquilo que era outrora alvo de perseguição torna-se um instrumento perseguidor exatamente como sempre foi e sempre será o perseguidor . As razões sempre se relacionaram com a intolerância, que nunca admitiu que indivíduos em cadeias superiores em questão de hierarquia fossem questionados. Os imperadores moveram perseguição contra os Cristãos simplesmente porque estes não adoravam -nos como deuses que queriam ser , e isso feria-lhes profundamente o ego , e assim foi posteriormente com os papas, que contrariados por alguns que não o tinham por vigários de Cristo ,torturaram ,mataram e perseguiram ,pelo mero fato que , sentirão SUA SANTIDADE PROFANADA afinal se sentiam os todos poderosos ,ou como semi-deuses . Mas isto tudo nada mais é do que o cumprimento das profecias Bíblicas que de antemão nos notificam sobre os perseguidores , os perseguidos e a razão da perseguição.
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
Este é o maior paradoxo de todos, e é peculiar ao cristianismo. Consequentemente é deixado para o final e é reforçado mais do qualquer outra bem aventurança Esta bem-aventurança, como o sonho de Faraó, é dupla, porque é facilmente reconhecida, e ainda assim, ela é garantida; e na última parte, há a mudança do sujeito: “Bem-aventurados sois vós”, meus discípulos e seguidores. Em outras palavras: “E com isto que vocês, que têm virtudes abundantes, devem estar mais imediatamente preocupados; pois vocês devem contar com as dificuldades e os problemas, mais do que outros homens”. Observe aqui:
1. A descrição do caso dos santos sofredores; este é um caso difícil, que desperta a compaixão. Eles são perseguidos, caçados, e capturados, como os animais nocivos, que são procurados para serem destruídos; como se um cristão tivesse uma cabeça de lobo, como um malfeitor - qualquer pessoa que o encontre pode matá-lo. Eles são abandonados como os dejetos de todas as coisas; maltados, aprisionados, expulsos, privados de suas propriedades, excluídos de todos os lugares de confiança e que podem trazer lucro, espancados, atormentados, torturados, sempre entregues à morte e considerados como ovelhas para o matadouro. Este tem sido o efeito da inimizade da semente da serpente contra a semente sagrada, desde os tempos do justo Abel. Era assim na época do Antigo Testamento, como vemos em Hebreus 11.35ss. Cristo nos disse que seria assim também com a igreja cristã, e não devemos pensar que isto é estranho (1 Jo 3.13). Ele nos deixou um exemplo. (2) Eles são injuriados, e têm todos os tipos de maldades falsamente ditas contra si. Apelidos e palavras de acusação se ligam a eles, sobre pessoas, em particular, e sobre a geração dos justos, de maneira geral, para fazê-los odiados; algumas vezes, para fazê-los formidáveis, para que possam ser atacados poderosamente; diz-se contra eles coisas que não sabiam (SI 35.11; Jr 20.18; At 17.6,7). Aqueles que não tinham poder em suas mãos para causar algum outro prejuízo, ainda podiam fazer isto. E aqueles que tinham poder para persegui-los, também achavam necessário fazê-lo para se justificarem da forma bárbara como os tratavam. Eles não podiam tê-los importunado, se não os tivessem vestido em peles de lobos; nem teria lhes dado o pior dos tratamentos, se não os tivessem representado, primeiramente, como os piores dentre os homens. Eles serão injuriados e perseguidos. Observe que injuriar os santos é persegui-los, e isto será descoberto em breve, quando as palavras duras forem computadas (Jd 15), como também os cruéis escárnios (Hb 11.36). Eles dirão todo tipo de maldade contra vocês, com falsidade; algumas vezes, diante do trono do julgamento, como testemunhas; algumas vezes, no assento do escarnecedor, com zombarias hipócritas nas festas; eles são a canção dos bêbados. Algumas vezes diretos, como Simei amaldiçoou Davi; algumas vezes, pelas costas, como fizeram os inimigos de Jeremias. Observe que não há maldade tão negra e horrível que, em uma ocasião ou em outra, não tenha sido dita, em falsidade, sobre os discípulos e seguidores de Cristo. (3) “Por causa da justiça” (v. 10); “por minha causa” (v. 11). Por causa da justiça, portanto por causa de Cristo, pois Ele está muito interessado na obra da justiça. Os inimigos da justiça são inimigos de Cristo; Isto exclui da bem-aventurança aqueles que sofrem justamente, e têm maldades ditas com verdade pelos seus crimes reais; que eles se envergonhem e se confundam, isto é parte da sua punição. Não é o sofrimento que faz o mártir, mas a causa. Os mártires são aqueles que sofrem por causa da justiça, que sofrem por não pecar contra suas próprias consciências, e que sofrem por fazer o que é bom. Qualquer que seja a desculpa que os perseguidores tenham, é no poder da santidade que eles têm um inimigo; é realmente Cristo e a sua justiça que são difamados, odiados e perseguidos. “As afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim” (SI 69.9; Rm 8.36).
.O consolo dos santos sofredores é apresentado. (1) Eles são “bem-aventurados”; pois agora, na sua vida, recebem males (Lc 16.25), e os recebem em grande medida. Eles são bem-aventurados, pois é uma honra para eles (At 5.41); é uma oportunidade de glorificar a Cristo, de fazer o bem e de sentir consolo especial e visitas de graça e sinais da presença do Senhor (2 Co 1.5; Dn 3.25; Rm 8.29). Eles serão recompensados; “deles é o reino dos céus”. Na atualidade, eles têm direito a ele, e têm doces antecipações dele; e em breve tomarão posse dele. Embora não haja nada nestes sofrimentos que possa, a rigor, ser digno de Deus (pois os pecados do melhor merecem o pior), ainda assim o reino dos céus é aqui prometido como recompensa (v. 12). “Grande é o vosso galardão nos céus” . Tão grande, a ponto de transcender o serviço. Está no céu, no futuro e fora do alcance da vista; mas está bem guardado, fora do alcance do acaso, da fraude, e da violência. Observe Deus irá cuidar daqueles que perdem por Ele, ainda que seja a própria vida, para que não o percam no final. O céu, no final, será uma recompensa abundante por todas as dificuldades que enfrentamos no nosso caminho. Isto é o que tem sustentado os santos sofredores de todas as épocas, esta alegria que está diante deles.
“Assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (v. 12). Eles foram antes de vocês, em excelência, acima do ponto aonde vocês chegaram, estiveram diante de vocês no tempo, para que pudessem ser exemplos de aflição e paciência (Tg 5.10). Da mesma maneira, eles foram perseguidos e combatidos; e você espera ir ao céu de alguma maneira, por sua própria conta? Isaías não foi ridicularizado pelas linhas que escreveu? Eliseu, pela sua cabeça calva? Os profetas não foram todos maltratados desta maneira? Portanto, não se maravilhe como se fosse uma coisa estranha, não murmure como se fosse uma coisa difícil; é um consolo ver o caminho de dificuldade, e uma honra seguir líderes como estes. Esta graça que foi suficiente para eles, para conduzi-los em meio às suas dificuldades, não faltará para você. Aqueles que são os seus inimigos são a semente e os sucessores daqueles que antigamente zombaram dos mensageiros do Senhor (2 C r 36.16; cap. 23.31; A t 7.52). (4) Portanto, “exultai e alegrai-vos” (v. 12). Não é suficiente ser paciente e contentar-se sob estes sofrimentos, assim como sob as aflições comuns, e não retribuir injúria por injúria; mas devemos nos regozijar porque a honra e a dignidade, o prazer e a vantagem, do sofrimento por Cristo são muito mais consideráveis do que a dor e o opróbrio dele. Não que nós devemos nos orgulhar em nossos sofrimentos (que arruínam tudo), mas devemos nos aprazer neles, como Paulo (2 Co 12.10); como sabendo que Cristo está neste lugar, de antemão, conosco, e que Ele não será tardio para conosco (1 Pe 4.12,13).
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