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Argumentos a favor do cânon protestante




A evidência indica que 0 cânon protestante, que consiste em 39 livros da Bíblia hebraica e exclui os apócrifos, é 0 ver- dadeiro cânon. A única diferença entre 0 cânon protestante e 0 palestino antigo está na sua ordem. A Bíblia antiga tem 24 livros. Combinados em um só estão 1 e 2 Samuel, bem como 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias (0 que reduz 0 número em quatro). Os 12 profetas menores são contados como um único livro (reduzindo 0 número em 11). Os judeus palestinos repre-sentavam a ortodoxia judaica. Portanto, seu cânon era reconhecido por ortodoxo. Foi 0 cânon de Jesus (Introdução bíblica, cap. 4), Joséfo e Jerônimo. Foi 0 cânon de muitos pais da igreja primitiva, entre eles Orígenes, Cirilo de Jerusalém e Atanásio. Os argumentos que apoiam o cânon protestante podem ser divididos em dois grupos: históricos e doutrinários.
 
Argumentos históricos.
O teste da canonicidade. Ao contrário do argumento católico com base no uso cristão, 0 verdadeiro teste da canonicidade é a característica profética. Deus determinou quais livros estariam na Bíblia ao dar sua mensagem a um profeta. Então apenas livros escritos por um profeta ou porta-voz credenciado por Deus são inspirados ou pertencem ao cânon das Escrituras. É claro que, apesar de Deus ter determinado a canonicidade desta maneira, 0 povo de Deus teve de descobrir quais desses livros eram proféticos. 0 povo de Deus a quem 0 profeta escreveu sabia que os profetas satisfaziam os testes bíblicos para serem representantes de Deus, e eles os autenticaram ao aceitar os livros como vindos de Deus. Os livros de Moisés foram aceitos imediatamente e guardados num lugar sagrado (Dt 31.26). 0 livro de Josué foi aceito imediatamente e preservado com a Lei de Moisés (Js 24.26). Samuel foi acrescentado à coleção (ISm 10.25). Daniel já tinha uma cópia do seu contemporâneo profético Jeremias (Dn 9.2) e da Lei (Dn 9.11,13). Apesar da mensagem de Jeremias ter sido rejeitada por grande parte da sua geração, 0 remanescente deve ter aceitado e espalha- do rapidamente sua obra. Paulo encorajou as igrejas a fazer circular suas epístolas inspiradas (Cl 4.16). Pedro possuía uma coleção das obras de Paulo, igualando- as ao at como “Escritura” (2Pe 3.15,16). Havia várias maneiras de contemporâneos confirmarem se alguém era profeta de Deus. Alguns foram confirmados de forma sobrenatural (Êx 3,4; At 2.22; 2C0 12.12; Hb 2.3,4). Às vezes isso acontecia por meio da confirmação imediata da autoridade sobre a natu- reza ou da precisão da profecia preditiva. Na verdade, os falsos profetas eram eliminados se suas previsões não se realizassem (Dt 18.20-22). Supostas revelações que contradiziam verdades reveladas anteriormente também eram rejeitadas (Dt 13.1-3). Evidências de que os contemporâneos de cada pro- feta autenticaram e acrescentaram seus livros ao cânon crescente vêm das citações de obras posteriores. As obras de Moisés são citadas em todo 0 at, começando com seu sucessor imediato Josué (Js 1.7; lRs 2.3; 2Rs 14.6; 2Cr 17.9; Ed 6.18; Ne 13.3; Jr 8.8; Ml 4.4). Profetas posteriores citam os anteriores (e.g., Jr 26.18; Ez 14.14,20; Dn 9.2; Jn 2.2-9; Mq 4.1 -3). No nt, Paulo cita Lucas (Um 5.18); Pedro reconhece as epístolas de Paulo (2Pe 3.15,16), e Judas (4-12) cita 2 Pedro. O Apocalipse está cheio de imagens e idéias de Escrituras anteriores, especialmente Daniel (v., e.g., Ap 13). Todo 0 at judaico/protestante foi considerado profético. Moisés, que escreveu os cinco primeiros livros, foi um profeta (Dt 18.15). O restante dos livros do at foi conhecido durante séculos pela designação “Profetas” (Mt 5.17; Lc 24.27). Posteriormente esses livros foram divididos em “Profetas” e “Escritos”. Alguns acreditam que essa divisão foi baseada no fato do autor ser um profeta por ofício ou por dom. Outros acre- ditam que a separação foi estabelecida para uso tópico em festivais judaicos, ou que os livros foram colocados em sequência cronológica, por ordem de tamanho decrescente (Introdução bíblica, cap. 7). Seja qual for a razão, é evidente que a maneira original (cf. 7.12) e contínua de referir-se ao at como um todo até a época de Cristo era a divisão dupla: “a Lei e os Profetas”. Os “apóstolos e profetas” (Ef 3.5) compunham 0 nt. Então, toda a Bíblia é um livro profético, incluindo 0
último livro (e.g., Ap 20); isso não se aplica aos livros apócrifos.
Profecia não-autenticada

 Há forte evidência de que os livros apócrifos não são proféticos, e já que a profecia é 0 teste da canonicidade, só esse fato os elimina do cânon. Nenhum livro apócrifo afirma ser escrito por um profeta. Na verdade, 0 livro de Macabeus afirma não ser profético (IMacabeus 9.27). E não há confirmação sobrenatural de qualquer um dos escritores dos livros apócrifos, como há para os profetas que escreveram livros canônicos. Não há profecia que preveja 0 futuro nos apócrifos, como há em alguns livros canônicos (e.g., Is 53; Dn 9; Mq 5.2). Não há nova verdade messiânica nos apócrifos. Até a comunidade judaica, a quem os livros pertenciam, reconheceu que os dons proféticos haviam cessado em Israel antes de os apócrifos serem escritos (v. citações anteriores). Os livros apócrifos jamais foram alistados na Bíblia judaica com os profetas ou qualquer outra seção. Os livros apócrifos não são citados nenhuma vez com autoridade por nenhum livro profético escrito depois deles. Levando em conta tudo isso, temos evidências mais que suficientes de que os apócrifos não eram proféticos e, portanto, não deveriam ser par- te do cânon das Escrituras. Rejeição judaica. Além das evidências da característica profética apontarem apenas para os livros do at judaico e protestante, há uma rejeição contínua dos apócrifos como cânon por mestres judeus e cristãos. Filo, um mestre judeu alexandrino (20 a.C.-40 d.C.), citava 0 at prolificamente, utilizando quase todos os livros canônicos, mas nunca citou os apócrifos como inspirados. Josefo (30-100 d.C.), um historiador judeu, exclui explicitamente os apócrifos, numerando os livros do at em 22 ( - 39 livros no at protestante). Ele também nunca citou um livro apócrifo como Escritura, apesar de conhecê-los bem. Em Contra Ápion (1.8), ele escreveu:
´´Pois não temos uma multidão incontável de livros entre nós, discordando dos outros e contradizendo uns aos outros [como os gregos têm], mas apenas 22 livros, que são justamente considerados divinos; e deles, cinco pertencem a Moisés, contêm sua lei e as tradições da origem da humanidade até a mor- te dele. Esse intervalo de tempo foi pouco menor que três mil anos; mas quanto ao tempo da morte de Moisés até 0 reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, que reinou em Xerxes, os profetas, que vieram depois de Moisés, escreveram 0 que foi feito nas suas respectivas épocas em treze livros. Os outros quatro livros contêm hinos a Deus e preceitos para a conduta da vida humana``Esses correspondem exatamente ao at judaico e protestante, que exclui os apócrifos. Os mestres judeus reconheceram que sua linhagem profética terminou no século vi a.C. Mas, como até os católicos reconhecem, todos os livros apócrifos foram escritos depois dessa época. Josefo escreveu: “De Artaxerxes até nossa época tudo foi registrado, mas não foi considerado digno do mesmo reconhecimento do que 0 que 0 precedeu, porque a sucessão exata dos profetas cessou” (Josefo).
Outras afirmações rabínicas sobre 0 término da profecia apóiam esse argumento (v. Beckwith, p. 370). O Sederolam rabbah 30 declara: “Até então [a vinda de Alexandre, 0 Grande] os profetas profetizavam por meio do Espírito Santo. Daí em diante: ‘Incline seu ouvido e ouça as palavras dos sábios’”. Baba batra 12b declara: “Desde a época em que 0 templo foi destruído, a profecia foi tirada dos profetas e dada aos sábios”. O rabino Samuel barInia disse: “O segundo Templo não tinha cinco coisas que 0 primeiro Templo possuía: a saber, 0 fogo, a arca, 0 Urirn e 0 Tumim, 0 óleo da unção e 0 Espírito Santo [da profecia]”. Então, os mestres judeus (rabinos) reconheceram que 0 período de tempo durante 0 qual os apócrifos foram escritos não foi um período em que Deus estava transmitindo escrituras inspiradas. Jesus e os autores do nt nunca citaram os apócrifos como Escritura, apesar de estarem cientes dessas obras e fazerem alusão a elas ocasionalmente (e.g., Hb 11.35 pode fazer alusão a 2 Macabeus 7,12, ou pode ser uma referência a lRs 17.22). Mas centenas de citações no NT mencionam 0 cânon do at. A autoridade com que foram citadas indica que os autores do nt as consideravam parte da “Lei e dos Profetas” [i.e., 0 at inteiro], que era considerada Palavra de Deus inspirada e infalível (Mt 5.17,18; cf. Jo 10.35). Jesus citou partes de todas as divisões da “Lei” e do “Profetas” do at, que ele denominava “todas as Escrituras” (Lc 24.27). Os eruditos judeus em Jâmnia (c. 90 d.C.) não aceitaram os apócrifos como parte do cânon judaico divinamente inspirado (v. Beckwith, p. 276-7). Já que 0 nt afirma explicitamente que a Israel foram confiadas as palavras de Deus” e que a nação fora destinatária das alianças e da Lei (Rm 3.2), os judeus foram considerados guardiões dos limites do próprio cânon. Como tal, sempre rejeitaram os apócrifos. A rejeição dos concílios da igreja primitiva. Nenhuma lista canônica ou concilio da igreja cristã considerou os apócrifos inspirados durante os quase quatro primeiros séculos. Isso é importante, já que todas as listas disponíveis e a maioria dos mestres desse período omitem os apócrifos. Os primeiros concílios a aceitar os apócrifos eram apenas locais, sem força ecumênica
A alegação católica de que o Concílio de Roma (382), apesar de não ser um concílio ecumênico, tinha força ecumênica porque o papa Dâmaso (304- 384) o ratificou é sem fundamento. É uma alegação forçada, que supõe que Dâmaso era um papa com autoridade infalível. E até mesmo os católicos reconhecem que esse concílio não era um grupo ecumênico. Nem todos os teólogos católicos concordam que tais afirmações dos papas são infalíveis. Não há listas infalíveis de afirmações infalíveis dos Papas. Nem há um critério universalmente aprovado para desenvolver tais listas. No máximo, apelar ao papa para tornar infalível a afirmação de um concílio local é uma faca de dois gumes. Mesmo teólogos católicos admitem que alguns papas ensinaram erros e foram até heréticos.
 Rejeição por parte dos primeiros pais da igreja.
 Alguns dos primeiros pais da igreja declararam-se contrários aos apócrifos. Entre esses figuravam Orígenes, Cirilo de Jerusalém, Atanásio e o grande tradutor católico das Escrituras, Jerônimo.
Rejeição por jerônimo
Jerônimo (340-420), o grande teólogo bíblico do início do período medieval e tradutor da Vulgata latina, rejeitou explicitamente os apócrifos como parte do cânon. Ele disse que a igreja os lê “para exemplo e instrução de costumes”, mas não “os aplica para estabelecer nenhuma doutrina” (Prefácio do Livro de Salomão da Vulgata, citado em Beckwith, p. 343). Na verdade, ele criticou a aceitação injustificada desses livros por Agostinho. A princípio, Jerônimo até recusou-se a traduzir os apócrifos para o latim, mas depois fez uma tradução rápida de alguns livros. Depois de descrever os livros exatos do at judaico [e protestante] , Jerônimo conclui:
´´E então no total há 22 livros da Lei antiga [conforme as letras do alfabeto judaico], isto é, 5 de Moisés, 8 dos Profetas e 9 dos hagiógrafos. Apesar de alguns incluírem [...] Rute e Lamentações no hagiógrafo, e acharem que esses livros devem ser contados (separadamente) e que há então 24 livros da antiga Lei, aos quais o Apocalipse de João representa adorando ao Cordeiro por meio do número de 24 anciãos [...] Esse prólogo pode servir perfeitamente como elmo (i.e., equipado com elmo, contra atacantes) de introdução a todos os livros bíblicos que traduzimos do hebraico para o latim, para que saibamos que os que não estão incluídos nesses devem ser incluídos nos apócrifos``
No prefácio de Daniel, Jerônimo rejeitou claramente as adições apócrifas a Daniel (Bei e o Dragão e Susana) e defendeu apenas a canonicidade dos livros encontrados na Bíblia hebraica, escrevendo:
´´As histórias de Susana e de Bei e o Dragão não estão contidas no hebraico [...] Por isso, quando traduzia Daniel muitos anos atrás, anotei essas visões com um símbolo crítico, demonstrando que não estavam incluídas no hebraico [...] Afinal, Orígenes, Eusébio e Apolinário e outros clérigos e mestres distintos da Grécia reconhecem que, como eu disse, essas visões não se encontram no hebraico, e portanto não são obrigados a refutar Porfírio quanto a essas porções que não exibem autoridade de Escrituras Sagrada.``
A sugestão de que Jerônimo realmente favorecia os livros apócrifos, mas só estava argumentando que os judeus os rejeitavam, é infundada. Ele disse claramente na citação acima que: “não exibem autoridade de Escrituras Sagradas”, e jamais retirou sua rejeição dos apócrifos. Ele afirmou na obra Contra Rufino, 33, que havia “seguido o julgamento das igrejas” nesse assunto. E sua afirmação: “Não estava seguindo minhas convicções” parece referir-se às “afirmações que eles [os inimigos do cristianismo] estão acostumados a fazer contra nós”. De qualquer forma, ele não retirou em lugar algum suas afirmações contra os apócrifos. Finalmente, o fato de que Jerônimo tenha citado os livros apócrifos não é prova de que os aceitava. Essa era uma prática comum de muitos pais da igreja. Ele afirmou que a igreja os lê “para exemplo e instrução de costumes” mas não “os aplica para estabelecer qualquer doutrina”.

A rejeição dos teólogos.
Até teólogos católicos notáveis durante o período da Reforma rejeitaram os apócrifos, tal como o cardeal Cajetano, que se opôs a Lutero. Como já foi citado, ele escreveu o livro Comentário sobre todos os livros históricos autênticos do Antigo Testamento (1532), que excluía os apócrifos. Se ele acreditasse que fossem autênticos, certamente os teria incluído num livro sobre “todos os autênticos” livros do at. Lutero, João Calvino e outros reformadores rejeitavam a canonicidade dos apócrifos. Luteranos e anglicanos usam-nos apenas para assuntos éticos e devocionais, mas não os consideram oficiais em questões da fé. Igrejas reformadas seguiram A confissão de fé de Westminster (1647), afirma:
´´Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do Cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos {Da Sagrada Escritura, l.m).``

Em resumo, a igreja cristã (incluindo anglicanos, luteranos e reformados) rejeitou os livros deuterocanônicos como parte do cânon. Eles fazem isso porque lhes falta 0 fator determinante primário da canonicidade: os livros apócrifos não têm evidência de que foram escritos por profetas credenciados por Deus. Outra evidência é encontrada no fato de que os livros apócrifos jamais foram citados como autoridade nas Escrituras do nt, nem fizeram parte do cânon judaico, e a igreja primitiva nunca os aceitou como inspirados. 0 erro de Trento. O pronunciamento infalível do Concilio de Trento de que os livros apócrifos são parte da Palavra inspirada de Deus revela quão falível uma afirmação supostamente infalível pode ser. Esse artigo demonstrou que a afirmação é historicamente in- fundada. Foi um exagero polêmico e uma decisão arbitrária envolvendo uma exclusão dogmática. O pronunciamento de Trento sobre os apócrifos foi parte de uma ação polêmica contra Lutero. Seus defensores consideravam que a aceitação dos apócrifos como inspirados era necessária para justificar ensinamentos que Lutero havia atacado, principal- mente as orações pelos mortos. O texto de 2 Macabeus 12.46 diz: “... mandou fazer 0 sacrifício expiatório pelos falecidos, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado” (cnbb). Já que havia uma obrigação de aceitar certos livros, as decisões foram um tanto arbitrárias. Trento aceitou 2 Macabeus, que apoiava as orações pe- los mortos e rejeitou 2 Esdras (4 Esdras pela avaliação católica), que tinha uma afirmação que não apoiava a prática (cf. 7.105). A própria história dessa seção de 2(4)Esdras revela a arbitrariedade da decisão de Trento. Ele foi escrito em aramaico por um autor judeu desconhecido (c. 100 d.C.) e circulou nas antigas versões latinas (c. 200). A Vulgata 0 incluiu como apêndice do nt (c. 400). Desapareceu da Bíblia até que protestantes, começando com Johann Haug (1726-1742), começaram a imprimi-lo nos apócrifos com base nos textos aramaicos, já que não constava nos manuscritos em latim da época. Mas, em 1874 uma longa seção em latim (70 versículos do capítulo 7) foi encontrada por Robert Bently numa biblio- teca em Amiens, França. Bruce Metzger comentou:

´´É provável que a seção perdida tenha sido deliberadamente arrancada de um ancestral da maioria dos manuscritos latinos sobreviventes, por razões dogmáticas, pois a passagem contém uma negação enfática do valor das orações pelos mortos.
Alguns católicos argumentam que essa exclusão não é arbitrária porque essa obra não fazia parte das listas deuterocanônicas antigas, foi escrita depois da época de Cristo, foi relegada a uma posição inferior na Vulgata e só foi incluída nos apócrifos por protestantes no século XVIII. Por outro lado, 2 Esdras fez parte de listas antigas de livros não considerados completamente canônicos. Segundo 0 critério católico, a data da obra não diz respeito à possibilidade de ter ela constado dos apócrifos judaicos, mas com 0 fato de ter sido usada por cristãos primitivos; ela foi usada, juntamente com outros livros apócrifos. Não deveria ter sido rejeitada porque tinha posição inferior na Vulgata. Jerônimo relegou todas essas obras a uma posição inferior. Ela não reapareceu no latim até 0 século XVIII porque aparentemente algum monge católico arrancou a seção de orações pelos mortos. Orações pelos mortos eram preocupação constante dos clérigos de Trento, que convocaram seu concilio apenas 29 anos depois de Lutero ter publicado suas teses contra a venda de indulgências. As doutrinas de indulgências, purgatório e orações pelos mortos permanecem ou caem juntas.``

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