LUTERO, OS PAIS DA IGREJA E A CARTA DE TIAGO

Lutero escreveu:
«Em suma, o evangelho de João e a sua primeira epístola, as epístolas de Paulo, sobretudo aquelas aos Romanos, aos Gálatas, aos Efésios, e a primeira epístola de Pedro—esses são os livros que mostram Cristo e nos ensinam tudo quanto é necessário e bem-aventurado conhecer, embora não vejamos ou não ouçamos qualquer outro livro ou doutrina. Portanto, a epístola de Tiago é uma epístola de palha, em comparação com aqueles, porquanto não exibe o caráter do evangelho». (Lutero, Introdução d Epistola de Tiago). Todavia, em bora ele tivesse essa baixa opinião sobre o caráter doutrinário do livro, nem por isso o rejeitou completamente, e nem proibiu o seu uso. dizendo: «Por conseguinte, eu não o terei em minha Bíblia entre seus principais livros, mas nem assim pretendo a quem quer que seja de colocá-lo ali e de exaltá-lo como melhor lhe convier, pois contém muitas coisas boas».
Assim sendo, em sua Bíblia impressa, Lutero separou a epístolas Heb., juntamente com Tiago, Judas e Apocalipse atribuindo-lhes um lugar no fim do volume, e não os fazendo figurar na tabela de conteúdo. Dessa maneira, na Bíblia em alemão impressa através dos séculos, essa ordem acabou sendo conservada, embora, finalmente, recebessem lugar na tabela de conteúdo.
Assim sendo, em sua Bíblia impressa, Lutero separou a epístolas Heb., juntamente com Tiago, Judas e Apocalipse atribuindo-lhes um lugar no fim do volume, e não os fazendo figurar na tabela de conteúdo. Dessa maneira, na Bíblia em alemão impressa através dos séculos, essa ordem acabou sendo conservada, embora, finalmente, recebessem lugar na tabela de conteúdo.
O autor deste comentário acredita que Lutero designou uma posição baixa demais a Tiago e falhou no reconhecimento do lugar vital que ocupa no «Cânon» cristão. Podemos não apreciar certos aspectos da teologia de Tiago, nem tão pouco a maneira com que expressa determinadas coisas, influenciado, como foi, pelo legalismo, mas o que acaba por dizer é uma mensagem de importância tão extrema, que podemos desculpar o modo de expressão. Tiago merece lugar no «cânon» porque levanta um importantíssimo problema—o da relação entre as obras e a fé, reconhecendo intuitivamente que há um sentido em que as obras fazem parte da salvação, embora o livro não expresse com exatidão como isso pode ser. A fé é um principio vital, que produz obras, e não um produto, mas uma «auto expressão» da graça; porquanto as «obras», espiritualmente compreendidas, na realidade, são produtos ou frutos do Espírito Santo em um homem, a auto expressão do principio da graça, operante no intimo. De acordo com definições espirituais, por conseguinte, as obras e a graça são sinônimos, já que ambas as coisas são divinamente inspiradas e infundidas no ser humano. (As notas expositivas em Êfé. 2:8 esclarecem esse conceito). É crença do autor do comentário que o judaísmo, tal como Tiago, que foi apenas um porta-voz de ideias mais antigas, reconhecia intuitivamente esse principio. Mas, faltando-lhe uma melhor revelação, expressava o princípio sem habilidade, isto é, legalisticamente, e não «misticamente» (o Espirito é o autor das verdadeiras obras espirituais, mediante o seu contato genuíno com os homens). A expressão desse princípio é o cerne mesmo do judaísmo. Infelizmente, a interpretação legalista obscureceu a verdade. Mas nos escritos de Paulo essa verdade é claramente expressa, em Fil. 2:12; e o principio da graça divina transparece com clareza em Fil. 2:13: «Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença... desenvolvei a vossa salvação... porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade». O décimo segundo versículo expressa a verdade das «obras»; e o décimo terceiro expressa a verdade da «graça». Não podemos interpretar o décimo segundo versículo como «desenvolvei aquilo que já foi operado em vós», como se tudo quanto estivesse em foco fosse «expressar com ações externas» a graça que opera no íntimo . Essa é uma interpretação errônea. Antes, é-nos ordenado que «efetuemos» nossa própria salvação, tornando-a real. Isso depende de buscar o Espirito e de permitir-lhe produzir seu fruto em nós, santificando-nos ele e transformando-nos segundo a imagem de Cristo, que expressa a salvação em sua inteireza. O termo grego envolvido na ideia de «efetuar»» é katergadzomai , que significa «obter». realizar, «produzir». Em sentido real, pois, produzimos a nossa própria salvação, isto é, da maneira que acaba de ser sugerida. Não obstante, isso seria impossível a menos que sejamos inspirados pelo Espírito de Deus capacite .o- O valor da epístola de Tiago, pois, tem o mesmo valor que havia no judaísmo. Um homem sabe intuitivamente que deve fazer algo, ser algo, produzir alguma coisa, a fim de que tenha uma busca espiritual válida. Esse discernimento é expresso de forma legalista no judaísmo e na epístola de Tiago, o que é um equívoco; porque tal verdade deveria ser expressa misticamente, ou seja, através da submissão e do cultivo do poder do Espirito Santo em nós, para operarmos, nos esforçarmos e efetuáramos ou pôr em funcionamento a nossa própria salvação. Porém, o próprio fato que Tiago tenta expressar essa verdade, ainda que desajeitadamente, ó razão suficiente para aceitarmos essa epístola no «cânon»; pois a verdade assim ressaltada é vital, e certamente não deve ser olvidada na igreja evangélica moderna, com a sua crença fácil. Portanto, que soe a mensagem de Tiago; e que, com a ajuda de Paulo, possamos fazer com que seu tom seja alto e claro. Tendo dito isso, atribuímos à epístola um elevado lugar, e muito mais importante que aquele que lhe foi atribuído por Lutero. A intuição: Intuitivamente reconhecemos que a salvação deve incluir o ser e 0 fazer, e não a mera anuência a um credo. Pela revelação bíblica sabem os que há graus diversos de glorificação, que dependem de nossas obras (ver II Cor. 5:101;) e a glorificação é o nível mais elevado da salvação (ver Rom. 8:29,30>. Portanto, se forem corretamente entendidas, as «obras» estão plenamente envolvidas na salvação. Mas essas obras não são legalistas; são misticamente produzidas, como a auto-expressão da graça divina, que opera sobre a alma humana. È na «direção» dessa intuição que Tiago dirige a sua mensagem, embora de uma maneira com a qual não possamos concordar inteiramente. O próprio fato que a epístola aponta para essa verdade é motivo suficiente para lhe conferir uma parcela importante na nossa literatura e pregação, ao mesmo tempo que melhoramos alguns de seus pontos, com o auxílio de revelações maiores e melhores, extraídas dos escritos dos apóstolos Paulo e Pedro. O paradoxo: A maioria das principais doutrinas do cristianismo apresenta algum paradoxo. Como é que Cristo pode ser. ao mesmo tempo, Deus e homem, é algo em que cremos, mas que não temos maneira fácil e clara de explicar. Como é que o determinismo e o livre·arbítrio se encontram nas páginas do N.T. é algo em que igualmente cremos, mas sem podermos reconciliar esses princípios. Por semelhante modo. a fé e as obras, apesar de parecerem princípios contraditórios, quando nos referimos a «meios» de salvação, são apenas dois lados de uma grande verdade; mas, como harmonizá-los, não sabemos dizê-lo, embora façamos algumas sugestões, como aquelas que aparecem nos parágrafos acima. Os paradoxos resultam de nossa falta de com preensão; e a falta de com preensão resulta de nossa atual baixa posição, como espíritos aprisionados em corpos. Contudo, algum dia os paradoxos serão explicados, e deixarão de ser paradoxos.
Clemente e os primeiros livros
Nos escritos dos mais antigos pais da igreja, como Clemente de Roma, Inácio. Policarpo e Justino Mártir, bem como nos escritos dos apologistas ao segundo século, não há qualquer referência clara ao livro de Tiago. E nem se acha citado ou claramente aludido nos primeiros escritos, isto é, II Clemente (escrita em nome de Clemente de Roma, embora não fosse, realmente, de sua autoria), a Epístola de Barnabé, o Ensino dos Doze Apóstolos e a. Epístola a Dioneto. Nos escritos de Clemente de Roma há temas similares que envolvem o estudo sobre Abraão, nos capítulos décimo, décimo sétimo e trigésimo primeiro, e sobre Raaca. no décimo segundo capitulo. Existem coincidências de expressão nos capítulos treze, vinte e três, trinta, trinta e oito e quarenta e seis. Porém, em todos esses casos, as similaridades são do tipo que se encontram na literatura judaica da época, expressões e idéias que foram reproduzidas, e que não eram originais e nem distintivas nesta epístola a Tiago, pelo que não se pode demostrar qualquer dependência dos escritos de Clemente aos escritos de Tiago, o que certamente Clemente teria feito, se tivesse conhecido e usado esta epístola. Quase todos os eruditos mas podermos concordam ser fraco o argumento que Clemente usou a epístola de Tiago. Tal posição é insustentável.
Policarpo. Inácio e Justino Mártir
As evidências de que qualquer desses conhecia e usou a epístola de Tiago ainda são m ais fracas que no caso de Clemente. Similaridades ocasionais são devidas ao uso de idéias e expressões comuns ao judaísmo helenista. Não há coisa alguma, nos escritos desses pais da igreja, que possa ser claramente derivado da epístola de Tiago.
Irineu (século II D.C.):
As únicas passagens que poderiam ser evocadas são as de Contra as Heresias iv. 16 (ver Tia. 2:23); iv.13 (ver Tia. 2:23) e v.l (ver Tia. 1:18,22). Dentre essas instâncias, somente a de iv. 16 (com Tia. 2:23) é notável; e, além disso, o paralelismo se dá apenas quanto às últimas cinco palavras. As demais semelhanças são por demais superficiais para merecerem exame. Portanto, é evidente que Irineu não conheceu e nem usou a epístola de Tiago.
Tertuliano
Nenhum trecho dos escritos de Tertuliano demonstra qualquer dependência à epístola de Tiago. O seu De orat. 8, concernente à oração do Pai Nosso, e o fato de não ter citado Tia. 1:13, quando isso teria sido tão conveniente, mostra-nos que o mais provável é que ele não conhecia essa epístola. Os trechos de Àdv. Jud.. 2 e De Orat., 8, contêm similaridades com algumas das expressões utilizadas por Tiago, mas existem casos, como esses, discutidos nos parágrafos anteriores, que são meras similaridades, mas sem que haja qualquer reflexo realmente distintivo da epístola de Tiago.
Clemente de Alexandria
Coisa alguma, em seus escritos, parece indicar a familiaridade com a epístola de Tiago. Mas Eusébio, em sua História Eclesiástica vi. 14, parece indicar que Clemente conhecia o livro. Contudo, não sabemos quão exata é essa informação, porquanto entre Clemente e Eusébio havia um espaço de cinquenta anos. Admitindo-se a exatidão de sua declaração, mesmo assim não se obtém qualquer testemunho direto em favor de Tiago, até aos primórdios do século III D.C. Todavia, um escrito latino, intitulado Adumbrationes ('lementis in Epistolas Canônicas aceito como tradução das «Hynótyposes», feita sob a direção de Cassiodoro, no sexto século de nossa era, das epístolas católicas, incluindo somente 1 Pedro. Judas, I e II João. dá-nos a entender, pelo menos com base nessa tradição, que Clemente não aceitava a epístola de Tiago como canônica, embora aceitasse tal livro como digno de ser usado nas igrejas. O fato que Orígenes, seu sucessor, conhecia e aceitava essa epístola como canônica, mostra-nos, pelo menos, que é provável que Clemente tivesse consciência de sua existência. Quanto valor ele atribuía a essa epístola, entretanto, é algo duvidoso, pelo menos enquanto maiores provas não forem colhidas.
A igreja síria
A primeira tradução da epístola de Tiago para o siriaco data de cerca de 412 D.C. Dali veio a ser aceita no Peshitto.o texto sírio oficial. Antes de 412 D.C., entretanto, nenhuma das epístolas universais obtivera total aceitação na igreja síria. O cânon neotestamentário dessa igreja, composto em cerca de 400 D.C., incluía somente os quatro evangelhos, o livro de Atos, as epístolas paulinas (com H ebreus e uma terceira epístola aos Coríntios), mas excluia as epístolas universais e o livro de Apocalipse. Assim sendo, os primeiros pais sirios da igreja, como Afraates (345 D.C.) e Efraem (378 D.C.) não mostram qualquer indicio claro da aceitação da epístola de Tiago. A aceitação eventual dessa epístola parece ter sido devido à influência da igreja grega, mas muitos, ainda assim, duvidavam de sua autenticidade, conforme o fazem Teodoro de Mopsuestia, Tito de Bostra. Severiano de Gabala e o autor das Constituições Apostólicas. Essa opinião de alguns sírios continuou até mais tarde na história daquela igreja. Os nestorianos rejeitavam as epístolas universais (ou católicas) em sua inteireza, e isso era comum na porção síria da igreja, até bem dentro da Idade Média.
A Igreja Ocidental:
A história da epístola de Tiago no ocidente se parece muito com a que se pintou no tocante a igreja síria; e nesse caso. sua aceitação também se deveu à influência da igreja grega. O cânon muratoriano (Roma, 200 D.C.) Conforme temos visto, Irineu e Tertuliano não se utilizaram dela. se é que a conheciam. Cipriano, embora tivesse usado inúmeras citações, nunca citou Tiago (falecido em 258 D.C.). Outro tanto se pode dizer com respeito a Novaciano (252 D.C.). Em 359 D.C., o Catálogo Monseniano, de origem africana, omite o livro de Tiago; e Ambrósio (397 D.C.) nunca citou diretamente o mesmo. Nos textos do códex Corbeiensis, o pseudo-Agostinho Speculum (350 D .C.), essa epístola é incluída, mas evidentemente como se fora um panfleto patrístico, e não como parte de qualquer N.T. em latim. De fato, nenhum manuscrito latino contém essa epístola, senão já cerca de uma geração mais tarde. O exemplo mais antigo de citação da epístola de Tiago, em latim, é 0 de Hilário de Poitiers, de Trin. iv. 8 (358 D.C.), e mesmo assim apenas como parte de vários textos que os arianos perverteram para suas próprias finalidades, embora não cite o livro de Tiago de modo a autentica-lo, e nem demonstre qualquer respeito especial pelo mesmo. Ambrosiastro (382 D.C.) demonstra ter conhecimento do livro, como também o fez Prisciliano (386 D.C.). As traduções da Vulgata latina que começaram a incluir a epístola de Tiago começam a fazê-lo em cerca de 384 D.C. O fato que Agostinho (430 D.C.) e Jerônimo (420 D.C.) finalmente aceitaram o livro como canônico, fez a Igreja Ocidental seguir a prática; e assim , os líderes cristãos subsequentes dessa parte do mundo passaram a aceitar a epístola, embora certas vezes emitissem dúvidas, aqui e acolá. (Isidoro de Sevilha, em 636 D.C.. menciona a existência de tais dúvidas). Não obstante, a autoridade do livro prevalecia de modo geral, diferentemente do que sucedia na igreja síria, onde sempre houve protestos vociferos contra tal inclusão.
Os comentários acima demonstram a natureza da história da epístola de Tiago desde o século V até à época de Erasmo. Na igreja grega, quase não havia disputa; na igreja ocidental, menos ainda; na igreja síria continuava havendo forte resistência contra sua inclusão; nos dias imediatamente antes da Reforma. Erasmo novamente levantou a questão da autenticidade do livro, sua canonicidade e seu direito à autoridade, entre os escritos sagrados. Erasmo revisou as antigas razões para a reserva acerca da epístola de Tiago, e acrescentou algum as razões pessoais. Ele argumentou principalmente com base em questões de linguagem e estilo, e indagou, com razão, se qualquer dos apóstolos (judeus· galileus) poderia tê-la escrita. Não obstante, aceitava-a. talvez como filho obediente da igreja. No tocante à Igreja Católica Romana, as opiniões de Jerônimo e Agostinho eram seguidas de maneira geral, pelo que nunca foram coerentemente levantadas objeções sérias. Todavia, no Concilio de Trento, alguns falaram acerca da «incerteza» de sua autoridade apostólica. A despeito disso, a 8 de abril de 1546, por decreto do citado concilio, a epístola de Tiago foi aceita juntamente com 08 outros vinte e seis livros de nosso presente N.T. Outrossim, seu autor foi declarado «apóstolo». Esse decreto foi confirmado pelo Concilio do Vaticano, de 24 de abril de 1870.
No Concilio de Trento, entretanto, surgiu certa distinção (que continua a ser observada entre os católicos romanos), entre aqueles livros tidos como sempre aceitos e aqueles cuja aceitação foi gradual. D entro dessa última categoria, naturalmente, foi situado 0 livro de Tiago. Mas isso e mera distinção histórica, que não visa atribuir valores diferentes aos livros. No lado Protestante: Posto que o protestantismo não foi forçado a concordar sobre o que dizia a hierarquia de organizações eclesiásticas, e nem de aceitar automaticamente as opiniões dos primeiros pais da igreja, houve muito maior menção a epistola de Tiago. II Pedro, II e III João, Judas e Apocalipse sempre foram livros disputados, e isso assim continuou sendo até dentro do período da Reforma. Lutero fez o evangelho de João, I Pedro e Romanos 0 seu «padrão» de julgamento; por essa causa, rejeitava a epístola de Tiago como canônica e autoritativa, chamando-a de «epístola de palha» (na sua Introdução à Epístola de Tiago), embora nem por isso tivesse proibido outros a usarem-na ou a pensarem dela o que bem entendessem. Em sua Bíblia vertida para o alemão, ele a colocou, juntamente com Heb., Judas e o Apo., no fim da coletânea doa livros do N.T., não dando a esses livros posição na tabela de conteúdo. A Bíblia alemã preservou essa ordem, mas. finalmente, alistou-os em sua tabela de conteúdo.
Carlstadt, o ciumento opositor pessoal de Lutero, admitia que o livro era disputado e de menor dignidade, mas nem por isso o excluiu do «cânon» de livros autoritativos. Melancthon pronunciou-se em favor dele. sem limitações pessoais, embora reconhecesse que outros lideres demonstravam escrúpulos sobre a questão. Após o ano de 1600, porém, a maioria dos luteranos admitia a autoridade da epístola de Tiago. Calvino, Zwinglio e Beza aceitavam a epístola de Tiago como canônica, mas disputavam a sua autoria.
Carlstadt, o ciumento opositor pessoal de Lutero, admitia que o livro era disputado e de menor dignidade, mas nem por isso o excluiu do «cânon» de livros autoritativos. Melancthon pronunciou-se em favor dele. sem limitações pessoais, embora reconhecesse que outros lideres demonstravam escrúpulos sobre a questão. Após o ano de 1600, porém, a maioria dos luteranos admitia a autoridade da epístola de Tiago. Calvino, Zwinglio e Beza aceitavam a epístola de Tiago como canônica, mas disputavam a sua autoria.
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